Ontem eu vi Drive.
Confesso que fiquei surpreendido. Não esperava nada do que veio. Aliás, não esperava nada mesmo, pois escolhi o filme simplesmente porque li que a crítica norte-americana estava se rasgando por esta película, a qual estava acumulando premiações e indicações.
Resumo da história: o protagonista é um dublê de motorista, requisitado em cenas de perseguição, capotagem, etc e que, nas horas vagas, atua como motorista de aluguel para criminosos, desde que estes obedeçam suas regras. Durante os minutos iniciais somos apresentados a sua rotina diária, com longas tomadas dignas de Sofia Coppola. Até então, você se pergunta: o filme é isso? Um Napoleon Dynamite de motorista?
Entra um par romântico em cena, a qual é a, mas a duração das tomadas segue a mesma. O protagonista começa se aproximar da vizinha e seu filho e claramente apaixona-se, apesar da total falta de expressão, talvez proposital, do personagem. A “ação” começa quando tudo sai errado. Para tentar ajudar o marido da vizinha, que está saindo da prisão e deve fazer um último “trabalho” para pagar seus credores, o protagonista se mete em um assalto arranjado para dar errado. A partir de então, cenas de mortes brutais são adicionadas à receita: cabeças partidas, garfos nos olhos, narizes esmagados e sangue, muito sangue.
Você fica se perguntando: será que eu dormi e começou outro filme?
Enfim, não tenho uma opinião formada sobre o filme. Não saberia dizer se é bom ou ruim. Sugiro que seja visto.